Filhote de iguana é resgatado na Zona Sul da capital

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Nesta segunda-feira (11), a equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) resgatou um filhote de iguana-verde (Iguana iguana) que foi encontrado por moradores da Zona Sul da capital. Antes de ser devolvido à natureza, o animal foi utilizado em uma aula de educação ambiental com crianças de uma escola particular da região. Na oportunidade, os técnicos falaram aos pequenos estudantes sobre a importância de se preservar as espécies silvestres.

“Após avaliação constatamos que o réptil estava saudável, sem sinais de desnutrição, pneumonia ou problemas dermatológicos”, explicou o veterinário e técnico ambiental, Daniel Allievi.

Ainda de acordo com o técnico, a equipe, composta por médico veterinário e biólogo, ainda prestou esclarecimentos de cunho educativo para professores, coordenadores e alunos de todas as turmas em uma escola infantil. “Abordamos temas como consciência ecológica, preservação ambiental e características morfológicas dos répteis. Também falamos sobre a importância de comunicar aos órgãos ambientais toda vez que um animal silvestre for encontrado em ambiente urbano ou domiciliar, ressaltando que o número 79 3198-7190 é disponibilizado à população para casos como este”, acrescentou.

Após o trabalho educativo, o animal foi solto em uma reserva ambiental cadastrada pela Adema.

A espécie

Iguana-verde é uma espécie de réptil da família Iguanidae. Segundo o técnico, são animais de coloração verde escuro que vivem em florestas tropicais e se alimentam de frutas, verduras e legumes. A espécie pode atingir 170cm de comprimento. “Quando jovens, as iguanas possuem uma coloração verde intensa, sendo a cauda bastante comprida e usada como um chicote para defesa, por isso é importante saber identificar o animal e evitar a aproximação”, alerta.

Allievi ainda reforça que a criação do réptil só é permitida quando adquirido de um criadouro comercial autorizado pelos órgãos ambientais. “Nestes casos, é exigido um microchip cujo número de registro deve coincidir com o que consta em sua nota fiscal”, finaliza.