Adema fiscaliza manejo de animais residentes na região do Tecarmo

Equipe constata condições satisfatórias, não identificando superpopulação ou maus tratos

A equipe de fiscalização da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) esteve na área do Tecarmo para verificar as condições dos animais que vivem nas lagoas e áreas verdes existentes no local. Jacarés, capivaras, iguanas e outros animais selvagens compõem a fauna nativa da região e sua permanência na área é monitorada e assistida pela empresa Carmo Energy, que assumiu o licenciamento para exploração de poços de petróleo em Sergipe após o desinvestimento da Petrobras.


De acordo com o presidente George Trindade, a fiscalização foi motivada pelo recebimento de informações sobre a suposta existência de uma grande quantidade de jacarés, e que eles estariam sofrendo sem água no local. “Nós estamos sempre atentos às denúncias que chegam da população. Por isso, enviamos equipe de imediato para fazer a averiguação in loco, conferir se o manejo está adequado e tranquilizar as pessoas”, disse.


A bióloga Aline Borba afirmou que durante a fiscalização não foi identificada superpopulação de jacarés nem maus tratos aos animais. “O que verificamos foi a existência de água em volume normal nas lagoas para esta época do ano, em que naturalmente o nível da água diminui um pouco. Também verificamos que as lagoas onde os jacarés ficam são cercadas para evitar sua saída, e que eles e os outros animais estão sendo tratados de forma satisfatória”, relatou a fiscal.


Para maior controle dos animais que vivem na área, a Adema está notificando a empresa para que realize o censo populacional da fauna local, e a empresa já informou que, a partir de janeiro, irá fazer a contratação de biólogos e veterinários com essa finalidade, além de chipar os animais para monitorar o seu deslocamento. Sobre a alimentação, a equipe da empresa informou que o quantitativo de alimento ofertado semanalmente aos jacarés foi dobrado, passando a ser de 60 kg de carne.


“É um manejo que consideramos adequado. O quantitativo de alimento ofertado não é pouco a ponto de deixá-los com fome nas épocas de escassez, nem muito a ponto de inibir a sua alimentação natural por predação, o que mantém o controle biológico, o equilíbrio no ecossistema local”, avaliou a veterinária e fiscal da Adema, Katiuscia Ribeiro, que também participou da diligência.


As fiscais observaram, ainda, a condição física das capivaras, que se alimentam por conta própria. A constatação foi que estão bem nutridas, com população compatível com a área e em harmonia com as demais espécies existentes na região.

Fotos: Mariana Carvalho.

Última atualização: 22 de dezembro de 2023 12:02.

Pular para o conteúdo