Governo discute em audiências públicas a possibilidade de sanar aterros sanitários em cidades do interior

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e do Programa de Desenvolvimento do Turismo em Sergipe (Prodetur/SE), realiza nesta semana uma série de audiências públicas em cidades do interior sergipano. Na noite da segunda-feira (16), a reunião aconteceu na cidade de Canindé de São Francisco; já na terça-feira (17), a audiência pública foi realizada no município de Japaratuba. Nesta quarta-feira (18), o debate acontecerá na cidade de Estância. 

Cumprindo procedimento legal do órgão ambiental licenciador, conforme solicitação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), as audiências públicas objetivam debater com a comunidade dessas cidades a extinção dos aterros sanitários, para que posteriormente seja apresentado o Projeto Básico e Executivo desses locais (incluindo Central de Triagem e Pátio Compostagem), bem como os possíveis impactos e as intervenções previstas no Estudo de Impacto Ambiental, além da elaboração do Relatório de Impacto Ambiental EIA/RIMA.

O Prodetur se encaixa neste programa no sentido de auxiliar no desenvolvimento dos polos turísticos em todos os sentidos: social, ambiental, turístico e econômico. Neste projeto, especificamente, a Setur trabalha no componente ambiental dos municípios do Sertão, Leste e Sul sergipano, regiões com grande potencial turístico, a fim de atender o maior número de cidades. 

De acordo com a Consultora Executiva em Meio Ambiente do Prodetur/Se, Thassia Luiza Santana Costa a relação ambiental e turística é bem maior do que realmente se percebe. “O estado, através dessa ação, está entregando a dois consórcios de resíduos sólidos, projetos básicos executivos licenciados pelo órgão ambiental, para que eles possam então construir os aterros e resolver o problema dos lixões”, explica. 

Segundo o diretor presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), Gilvan Dias, as audiências têm o cunho de erradicar os lixões em todo o estado. “Hoje, especificamente, estamos na cidade de Japaratuba para tratar sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Essas audiências trazem alguns esclarecimentos junto à população, debatendo um estudo sobre o impacto ambiental, para que as pessoas saibam, de fato, o que é um aterro sanitário e possam assim oferecer suas colaborações, sobre a temática”, explica. 

Thassia Luiza lembra ainda que esse é um processo democrático de inclusão das considerações das partes envolvidas, visando principalmente diminuir as possíveis dúvidas e mostrando os benefícios do projeto. “O governo do estado, como principal interessado, através da secretaria de Turismo e do Prodetur, tem interesse de sanar os problemas ambientais relacionados à disposição irregular dos resíduos urbanos”. Ela ressalta que é de interesse do Governo estabelecer um canal de comunicação com a população. “Através das audiências, com o intuito de compreender os anseios das comunidades perante os projetos e realizar esses encontros dentro do princípio básico da legalidade para ações dessa natureza”, diz.

Participação das comunidades

A participação da população nas localidades por onde as audiências têm passado está sendo satisfatória. O secretário de Obras de Canindé de São Francisco, José Luiz Feitosa, por exemplo, acompanhou de perto a audiência em sua cidade. Para ele a reunião foi bem produtiva. “Tivemos na Audiência de Canindé uma série de pessoas que tem muito a somar. Com a regularização dessa situação poderemos ter geração de empregos e, consequentemente, a economia do município pode melhorar. Muitas coisas boas irão acontecer em Canindé”, conclui.

Em Japaratuba a contribuição da população também foi decisiva. “É importante estar presente nesta audiência, pois trabalho na agricultura, e essa é a primeira vez na história do município de Japaratuba que abordam esse tema, que nos incomoda há alguns anos. Vejo que nesta gestão, o compromisso de acabar com essa problemática ambiental”, pontua o agricultor, Zé Bispo.

Já o universitário, Fernando Rocha, comenta que viu na situação a oportunidade de pesquisar mais sobre o tema que é de interesse global. “Entrei no curso de Engenharia Civil pensando em me aprofundar nessa temática. Com a chegada do trabalho de conclusão de curso decidi pesquisar sobre essa situação, que não é só de interesse local e sim, mundial. Ouço há muitos anos, sobre o lixão e nunca houve interesse de solucionar esse problema em nossa comunidade. Hoje estou muito contente de participar de uma audiência pública, que de forma democrática quer ouvir também os moradores de Japaratuba com objetivo sanar toda e qualquer problemática em relação a esses resíduos”, finaliza.

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Adema já devolveu mais de 560 animais silvestres à natureza neste ano

Um número significativo de animais silvestres voltou para o habitat natural este ano em Sergipe, graças ao trabalho do Governo de Sergipe. Entre 02 de janeiro e 16 de setembro, técnicos da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), efetuaram a avaliação e tratamento de 36 espécies, totalizando 159 resgates, 188 entregas voluntárias e 229 apreensões. Os resgates e recuperações de animais silvestres estão entre os serviços mais solicitados a Adema.

É com base nas informações recebidas que os profissionais vão até os locais citados e executam a apreensão. Existem caso de animais mantidos em cativeiro, resgatam em vias públicas, residências ou estabelecimentos comerciais, em todas as situações uma equipe da Adema os recolhe, além disso há situações de entregas voluntárias. Em poder dos profissionais qualificados, eles passam por uma avaliação e caso precisem vão para tratamento veterinário para serem liberada à natureza estando saudáveis.

Esse tratamento acontece no Centro de Tratamento de Animais Silvestres (Cetas), que é administrado pelo Ibama, podendo durar de poucos dias a meses. “Essa parceria com o Ibama é muito importante, ele cede o espaço para nós da Adema realizarmos o tratamento veterinário nas espécies que são apreendidas e resgatadas, fazemos avaliação nutricional e em seguida iniciam o processo de reintrodução à natureza, em contrapartida os técnicos da Adema cuidam dos animais do Ibama também”, explicou o veterinário da Adema, Daniel Allievi.

São vários tipos de aves (andorinhas, carcarás, corujas, gaviões, papagaios e periquitos), diversas espécies de cobras (caninana, cipó, coral, jiboia, cobra d?água), além de capivaras, cágados, guaxinins, jabuti, jacarés, macacos, raposas, sariguês, tamanduás, veados, entre outros. “É muito bom poder contar com o apoio da população que cada vez mais se conscientiza de que é necessário cuidar e preservar a fauna e, nos ajuda não apenas com as informações sobre animais encontrados nas vias públicas e mantidos em cativeiro, como também na entrega voluntária”, ressalta o veterinário, Daniel.

Alerta

Baseado na Lei 9605/1998, que criminaliza de maneira efetiva as condutas nocivas ao meio ambiente e deixa claro que é proibido apanhar, caçar, perseguir, matar e utilizar-se de qualquer tipo da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização das autoridades competentes, a Adema endossa o artigo 29, que trata dessas proibições e esclarece à população que ao encontrar qualquer tipo de animal silvestre não tente manuseá-los ou abatê-los, sendo prudente entrar em contato com a equipe do órgão ambiental através do telefone 79 3198 7190.

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Adema notifica matadouro clandestino em Itabaiana

Na manhã desta segunda-feira (19), a equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) foi acionada pelo Ministério Público de Sergipe para averiguar uma suposta prática de abate clandestino de bovinos, em um sítio localizado no Povoado Congo, em Itabaiana, Território Agreste de Sergipe.

De acordo com a equipe de fiscalização da Adema, foram encontraram várias peças de carnes bovinas, espalhadas pelos cômodos da residência. “No local tinha peças de carne penduradas na parede e outras já ensacadas. Foi encontrada também uma balança digital, facas, machados e ganchos para pendurar as carnes que estavam acondicionadas em ambiente inapropriado e sem refrigeração”, explicou a coordenadora do setor de Fiscalização da Adema, Rosana Barreto.

A carne ainda não foi pesada. Depois de vistoriada pelo médico veterinário da Adema, Daniel Allievi, será doada ao Parque dos Falcões, para alimentação de aves rapinas. Os proprietários do sítio foram notificados e responderão administrativamente e criminalmente.

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Resgate e recuperação de animais silvestres estão entre os serviços mais solicitados a Adema

No período de 02 de janeiro a 15 de junho de 2019, entre apreensões, entregas voluntárias e resgates, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), já realizou avaliação e tratamento em 28 espécies, totalizando 467 animais silvestres.

Através de informações e denúncias por parte da população, o órgão ambiental encaminha profissionais aos locais em questão e realiza os procedimentos de apreensão (quando os animais estão sendo mantidos em cativeiro), resgate (animais encontrados em estabelecimentos comerciais, residências ou vias públicas) e de recolhimento, quando eles são entregues voluntariamente.

De acordo com o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, o processo realizado pelas equipes é criterioso. “Biólogos e médicos veterinários fazem o levantamento e avaliação dos animais apreendidos ou resgatados. Ao constatar que eles estão saudáveis, são reinseridos na natureza o quanto antes, mas, quando apresentam algum de tipo de enfermidade, são encaminhados para o Centro de Tratamento de Animais Silvestres (Cetas), administrado pelo Ibama, onde são submetidos a tratamento veterinário que pode durar de dias até meses, para só então regressarem ao habitat”, explica.

Ao longo desses 163 dias, foram resgatados vários tipos de cobras (caninana, cipó, coral, jiboia, salamanta), aves (andorinha, carcará, corujas e papagaios de diversas espécies, gaviões, socó boi e até um Martim pescador), capivara, cágados, iguana, jacarés, jabutis, raposas, tamanduá, veados, totalizando 112 animais.

As entregas voluntárias também foram bastante solicitadas este ano. A Adema recebeu 161 animais silvestres, sendo uma espécie de periquito rei, dois papagaios verdadeiros, diversos tipos de pássaros e dezenas de jabutis. Já por meio de denúncias, o órgão ambiental apreendeu seis jabutis e 197 espécies variadas de pássaros.  

Alerta: Maltratar animais silvestres é crime –  Lei 9605/1998

Baseado na Lei 9605/1998, que criminaliza de maneira efetiva as condutas nocivas ao meio ambiente e fica claro que é proibido apanhar, caçar, perseguir, matar e utilizar-se de qualquer tipo da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização das autoridades competentes. A Adema endossa o artigo 29, que trata dessas proibições e esclarece à população que ao encontrar qualquer tipo de animal silvestre não tente manuseá-los ou abatê-los. A orientação é entrar em contato com a equipe do órgão ambiental através do telefone (79) 3198-7190 e, em, a partir do mês de julho, também através de um aplicativo para android e IOS, divulgado nos veículos de comunicação.

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Veado Catingueiro é vítima de caça ilegal no Agreste de Sergipe

A equipe da Administração Estadual do Meio Ambiente, Adema, recebeu um chamado dos moradores do Agreste Sergipano para resgatar um Veado Catingueiro, que tem como nome científico, Mazama Gouazoubira, na Serra do Machado, povoado de Ribeirópolis. O animal é macho, com cerca de 10 kg e tem aproximadamente 1 ano de idade. Ele foi encontrado por populares e estava ferido, bem próximo a um rio da região. 

A equipe do órgão ambiental do estado examinou o animal ainda na residência do morador que solicitou o resgate e realizou os procedimentos de primeiros socorros. Depois disso, o animal foi trazido a capital sergipana e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – Cetas, para tratamento, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o zootecnista e professor da UFS, especialista em cervídeos, Elias Alberto Gutierrez Carnelossi, estes animais são muito sensíveis quando atacados. “Quando há ataques feitos por humanos e outros animais, além de demais estresses advindos da interação humana, é muito difícil tratar os cervídeos com sucesso porque eles são muito frágeis e tem uma taxa bastante pequena de recuperação a esses ataques”, explica.

A médica veterinária da Adema, Camila Dantas, responsável pelo resgate, explicou que foram feitas investigações para saber as causas da morte do animal, quando foi possível constatar que o veado havia sido atacado por cães de caça e pelos próprios caçadores. “Ele estava muito machucado nas regiões do pescoço, dorso e pelve, sendo esse um dos principais fatores do óbito do veado”, lamenta a veterinária. 

Atualmente os Veados Catingueiros vem sendo uma das principais vítimas da caça no estado. O diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, lembra que é crime esse tipo de ação. “Segundo o artigo 29, da lei 9.605 de 1998, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão é crime, passivo de multa e detenção”, alerta.

A Adema endossa o artigo 29, que trata dessas proibições e esclarece à população que ao encontrar qualquer tipo de animal silvestre não tente manuseá-los ou abatê-los, sendo prudente entrar em contato com a equipe do órgão ambiental através do telefone (79) 3198-7190.

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Equipe da Adema realiza palestra de educação ambiental para crianças

“Gostei muito da aula, porque ensinou a todo mundo que devemos cuidar da natureza, não maltratar os animais e economizar água. Eu ajudo a natureza, não jogo lixo nas ruas e gosto muito dos animais. Onde eu moro tem coruja igual a essa, mas eu nunca tinha chegado perto e gostei de tocar nela”. O sorriso de satisfação da pequena Laura Alvin Pereira, de 8 anos, aluna do 2º ano D, foi um entre as dezenas de crianças de uma escola da rede particular de ensino infantil que assistiram a uma palestra sobre educação ambiental realizada na manhã da segunda-feira (20), por servidores da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema).

Coordenada pela bióloga e técnica ambiental da Adema, Evanildes Soares, a palestra teve como objetivo principal ressaltar para as crianças a importância da preservação do meio ambiente. “Há algum tempo fiz uma pequena explanação para crianças, o resultado positivo chegou até o conhecimento da direção desta escola, que solicitou à presidência do órgão a presença de uma equipe. Elaboramos um programa e pretendemos divulgá-lo para os alunos da faixa etária de 7 a 10 anos, em diversas escolas públicas e particulares”, conta.

A palestra

Ministrada pela técnica ambiental, com auxílio dos estagiários da Adema, Andrews Sá, Elise Souza, Rafaela Albuquerque, a palestra foi conduzida de forma descontraída, onde os alunos eram questionados e também faziam perguntas, tornando o aprendizado sobre educação ambiental leve e interativo.

Através de diversos slides e vídeos, as cinco turmas do segundo ano do ensino fundamental aprimoraram os conhecimentos sobre poluição ambiental, desmatamento, uso consciente da água, descarte de lixo, tráfico de animais, caça e pesca predatória e criação de animais em cativeiro, interagindo constantemente com os palestrantes em uma clara compreensão da mensagem que era transmitida.

Através de vídeos e fotografias, a equipe fez demonstrações de vários animais silvestres resgatados pela Adema, que depois dos devidos cuidados, foram reinseridos à natureza, bem como mostrou alguns equipamentos utilizados no resgate desses animais.

Surpresa

Para a coordenadora pedagógica do jardim-escola, Katiana Souza Costa, a ideia de levar a palestra com profissionais especializados é fazer com que as crianças se conscientizem ainda mais sobre a importância em zelar pelo meio ambiente. “Nossos alunos já conhecem o tema, pois dispomos desse conteúdo nos livros didáticos, mas é fundamental que eles tenham conhecimento concreto de como as ações de fato acontecem e funcionam. O resultado foi bastante positivo, é algo que agrada aos pais e pretendemos ampliar para outras turmas”, reitera.

Ao final da palestra, a equipe surpreendeu os alunos com a presença de uma espécie de coruja suindara (Tyto furcata), mas conhecida como coruja de igreja. Eles deram explicações sobre a origem da ave, informando que ela pertence ao Parque dos Falcões, que gentilmente fez uma parceria com a Adema para ocasiões como essa. Organizados em fila, os alunos das cinco turmas puderam tocar no animal e, ao fim, fizeram um registro fotográfico.

Também aluno da turma do 2º ano D, Gustavo Coelho, 7 anos, contou que a palestra foi muito especial para ele e demonstrou satisfação ao tocar na coruja. “Eu já sabia que não devemos maltratar os animais e não pode jogar lixo na rua e nos rios, mas agora eu sou um agente da natureza, vou falar para meus pais, meus primos e meus coleguinhas tudo que aprendi aqui e gostei muito de fazer carinho na coruja”, afirmou.

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Adema faz alerta a produtores para queima controlada da palha de açúcar

O período para queima controlada da palha da cana de açúcar começa neste final de semana e a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) promete rigor na fiscalização contra queimadas irregulares em Sergipe. Segundo a gerência de fiscalização ambiental do órgão, muitos empreendedores estão se valendo de licenças de 2017, que já estão vencidas, algumas suspensas pela Justiça Federal.

“As autorizações ambientais para queima da palha da cana de açúcar tem validade de acordo com o cronograma da safra, sendo no máximo de 180 dias e elas não são renováveis, pois se trata de um procedimento a cada safra. Às autorizações suspensas na safra do ano passado 2017/2018 pela Justiça Federal não podem ser renovadas, ou seja, precisa de uma nova solicitação na Adema”, afirmou Ana Consuelo, coordenadora de fiscalização ambiental da Adema.

A Adema adverte que quem degrada o ambiente pode sofrer sanções penais, conforme a Lei 9.605/98; sanções administrativas através de multas, aplicadas pelo Ibama, Adema ou secretarias municipais de meio ambiente, conforme o Decreto Federal 6.514/2008, e poderá sofrer também, sanções cíveis, por meio da Ação Civil Pública, impetrada pelo Ministério Público para ressarcir o dano causado ao meio ambiente sergipano.

Entrega de animais silvestres

A Adema também informa à população que quem deseja entregar animais silvestres que estão em cativeiro, domicílios e afins precisa ligar para o número 3198-7190, quando técnicos vão realizar uma triagem para ver se uma equipe precisa ir para resgatar ou animal ou se o doador vai precisar levar até a sede do órgão, que fica na Rua Vila Cristina, nº 1051, Bairro 13 de julho, em Aracaju de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h.

Mais de 50 aves são devolvidos à natureza por fiscais da Adema

Na manhã desta sexta-feira, mais de 50 aves foram devolvidos à natureza por fiscais da Adema. Os animais silvestres foram recuperados de um cativeiro no dia anterior, na cidade de Ribeirópolis, após denúncias anônimas.

A devolução à natureza aconteceu em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural na Grande Aracaju. Além das aves, um teiú também ganhou liberdade.

“Após a apreensão os animais foram encaminhados ao Cetas do Ibama onde passaram por análise das condições de saúde e receberam alimentação adequada. Apenas 1 indivíduo não estava apto a soltura devido a problemas em suas penas, este deverá permanecer no cetas até completa recuperação. Os demais foram encaminhados para soltura em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, onde ocorrem as espécies apreendidas”, disse Aline Borba, fiscal da Adema.

Os pássaros foram recuperados nesta quinta-feira por fiscais da ADEMA e policiais do Pelotão Ambiental. Eles apreenderam mais de 70 animais silvestres em uma casa no povoado Lagoa D’água, na cidade de Ribeirópolis-SE.

“Após as denúncias no disque denúncia da ADEMA, a equipe técnica se deslocou ao local para averiguar e confirmou a infração. Encontramos cerca de 70 animais. Policiais do Pelotão Ambiental lavraram Termo Circunstanciado e os animais recuperados”, afirmou Harionela Macedo, fiscal da Adema.

Adema devolve à natureza mais de 100 jabutis

Fiscais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizaram nesta quinta-feira a soltura de 102 jabutis, entre filhotes, jovens e adultos, todos da mesma espécie. A devolução à natureza Reserva Particular do Patrimônio Natural na cidade de Poço Redondo.

Os animais foram provenientes de entrega voluntária nos municípios de Itaporanga, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Aracaju no dia anterior.

“A região de Poço Redondo foi escolhida pois, no caso dos jabutis da espécie Chelonoidis Carbonaria, tem ocorrência em áreas de caatinga, então escolhemos uma área de proteção ambiental do bioma”, afirmou Aline Borba, fiscal da Adema.

A Adema informa à população que quem deseja entregar animais silvestres que estão em cativeiro, domicílios e afins precisa ligar para o número 3198-7190, quando técnicos vão realizar uma triagem para ver se uma equipe precisa ir para resgatar ou animal ou se o doador vai precisar levar até a sede do órgão, que fica na Rua Vila Cristina, nº 1051, Bairro 13 de julho, em Aracaju de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h.

 

Tamanduá-mirim é resgatado em Laranjeiras

Um tamanduá-mirim macho foi resgatado pela equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), na manhã desta quinta-feira (21), em uma unidade industrial do município de Laranjeiras, grande Aracaju. O animal foi encontrado por funcionários que acionaram o órgão para fazer o recolhimento e soltura.

Segundo o técnico ambiental, Daniel Allievi, o animal, da espécie Tamandua tetradactyla, apresentava um corte em um dos membros posteriores e precisou ser avaliado. “Fizemos a análise completa do animal e realizamos um procedimento para facilitar a cicatrização do local machucado. Como o problema apresentado não causava nenhuma dificuldade motora a ele, realizamos a soltura em uma de nossas áreas de reserva”, explica.

Allievi revela que, por se tratar de um animal silvestre jovem, a recuperação será tranquila, sem necessariamente exigir um trabalho de reabilitação. Por essa razão, o tamanduá foi devolvido à natureza.

Contudo, o veterinário alerta sobre os riscos da manipulação de animais silvestres por leigos. Sobretudo se estiver ferido. “A gente orienta a quem encontrar animais silvestres feridos ou enfermos, a nunca administrar nenhum tipo de medicamento ou realizar qualquer procedimento sem orientação de um médico veterinário. Se o animal encontrado estiver com problemas emergenciais de saúde, o aconselhável é acionar imediatamente a Adema para que possamos realizar o procedimento adequado e seguro”, pontua.

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Última atualização: 1 de novembro de 2018 07:20.

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