Adema recebe entrega voluntária de gato-mourisco

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) recebeu a entrega voluntária de um gato-mourisco (Puma yagouaroundi) que estava sendo criado como um animal doméstico por um cidadão em uma residência no município sergipano de Canindé de São Francisco.

A entrega foi feita no Centro de Tratamento de Animais Silvestres (Cetas), localizado no Parque da Cidade. Após a avaliação clínica por parte dos profissionais, constatou-se tratar de um macho saudável, com aproximadamente um ano de idade e um comportamento muito dócil, impossibilitando a sua soltura em habitat natural.

Segundo o veterinário da Adema, Daniel Allievi, a partir de agora o lar do felino será o Zoológico de Aracaju, localizado no Parque da Cidade. “Devido ao animal ter sido domesticado e apresentar um comportamento muito dócil e tranquilo, o que dificultaria a sua sobrevivência na natureza, optamos por encaminhá-lo ao Zoológico, onde temos a certeza de que ele terá todos os cuidados necessários para uma vida saudável”, explica.

O gato-mourisco também conhecido como jaguarundi, é um mamífero carnívoro com hábitos diurnos que vive em áreas abertas de mata, e costuma se alimentar de vários tipos de presas, especialmente aves que se alimentam do solo, roedores, répteis e pequenos mamíferos. Geralmente, esses felinos possuem hábitos solitários, mas podem tolerar a formação de pares na natureza, e, de acordo com o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Pequenos Felinos (ICMBio) é uma espécie ameaçada de extinção devido à perda e a divisão de seu habitat.

A Adema ressalta a população que configura crime ambiental, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida (Art. 29, Lei 9605/98), e que ao encontrar qualquer tipo de animal silvestre, os cidadãos não devem manusear, tentar alimentar ou medicar estes animais, apenas acionar as equipes especializadas do órgão para fazer o resgate ou apreensão, por meio do telefone (79) 9 9191-5535. O mesmo número também serve para agendar a entrega voluntária de qualquer espécie de animal silvestre.

Animal mais visitado do Zoológico de Aracaju passa por bateria de exames veterinários

O animal mais querido dos visitantes do Zoológico de Aracaju, localizado no Parque Governador José Rollemberg Leite, no bairro Industrial, Zona Norte da capital sergipana, o leão Léo passou por uma bateria de exames veterinários.Com aproximadamente 16 anos e pesando 260 Kg, Léo necessita  de uma atenção mais rigorosa à saúde, por isso passa por cuidados preventivos recebendo visitas clínicas diárias, e, uma vez ao ano passa por um check-up no qual é feito alguns exames laboratoriais e de imagem, e quando necessário outros mais complexos.
 
 A avaliação
 
Comandada pelo veterinário chefe do Zoológico, Hildebrando Vieira Filho, a ação contou com uma equipe multidisciplinar de profissionais onde foram realizadas as checagens e a colheita de materiais para os exames clínicos, bem como outros especialistas realizaram exames completos que possam constatar alguma anormalidade ou problema de saúde.
 O anestesista Rodrigo Pereira, foi responsável pela aplicação da anestesia dissociativa através de dardos, que deixou o animal relaxado, porém sem perder a consciência. Coube à veterinária Juliana Ramos, fazer a ultrassonografia abdominal, exame não invasivo e que possibilita informações  detalhadas sobre as estruturas abdominais do leão. A profissional Carina Leite realizou o exame odontológico no qual foi feita a coleta de sangue para constatar se há algum tipo de bactéria, além da remoção de tártaro. E um dos profissionais do Zoológico encarregou-se dos cuidados com as unhas e rigidez e o Dr. Henrico Beijamin, avaliou as patas do felino através do exame de raio-x, uma vez  que no ano passado uma delas apresentava um problema.
Apesar de os resultados dos exames ainda não estarem prontos, os profissionais consideraram a ação exitosa e constataram que o animal está saudável.  “É sempre bom a gente contar com os colegas que vem de forma voluntária prestar esse serviço de suma importância para contribuir com a boa saúde do Léo”, declarou Hildebrando Vieira.
Segundo o veterinário da Adema, Daniel Allievi, a colaboração dessas equipes e dos responsáveis pelo zoológico é fundamental para garantir a saúde dos bichos. “Os cuidados e a qualidade de vida que são proporcionados às espécies é um grande estímulo à conscientização e respeito à fauna e a toda a natureza de um modo geral. A colaboração dessas equipes e dos responsáveis pelo zoológico, junto à Adema têm o compromisso em garantir a saúde e o bem estar desses animais, principalmente aqueles que estão ameaçados de extinção”, ressaltou.
Léo
Nascido em cativeiro no ano de 2005, o felino Léo da espécie Panthera Leon, chegou às terras sergipanas em 17 de fevereiro de 2012, e em pouco tempo conseguiu se adaptar ao novo lar e cativar os diversos visitantes e cuidadores de animais que trabalham no Zoológico de Aracaju.

Zoológico recebe visitas assistidas com educação ambiental

O zoológico de Aracaju, que fica localizado no Parque da Cidade, na Zona Norte da capital sergipana, recebeu esta semana três grupos para conhecer os animais do zoológico e entender como é a vida dos moradores. Grupos especiais que vieram de dois municípios do interior do estado especialmente para esse fim e foram recebidos por médicos veterinários na chamada visita assistida.

Primeiro vieram os meninos e meninas assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Nossa Senhora do Socorro, eles foram divididos em dois grupos nos dias 28 e 29 do mês de setembro. No dia 30, ontem, foi a vez do Centro Educacional Nossa Senhora das Graças, da cidade de Poço Redondo, no Território do Alto Sertão do estado. Todos foram acompanhados e orientados pelos servidores da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) que administra o zoológico.

A visita foi feita em todos os recintos do zoo, com o objetivo de fortalecer a conscientização e educação ambiental no local. Esse trabalho foi iniciado no início de 2020, depois suspenso por causa da pandemia e do isolamento social e com a flexibilização das regras do Governo do estado estão sendo retomadas. A reestruturação da visitação assistida para escolas e instituições é feita com um cuidado especial voltado para os animais que moram no zoológico. Quem chega é instruído e o veterinário explica o que permitido e o que é proibido fazer no trato com os bichos.

Segundo o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, os visitantes são orientados antes do acesso. “Quem vai ao zoológico precisa de orientação e isso acontece durante a visita assistida. A partir das orientações, os grupos fazem a visita ecológica, onde tem acesso a todas as explicações sobre o zoológico e o parque. Para que passem a entender o motivo pelo qual animais estarem ali e os cuidados que eles precisam para ter para uma vida saudável. Isso é extremamente importante, pois essa interação de sociedade e órgão é o que preconiza a própria constituição federal no Artigo 225 onde tanto poder público quanto a sociedade civil tem esse papel, então a importância de fazer essa interação e aproximação tem um ganho para educação ambiental”, explicou.

Na visita das escolas e instituições os alunos e demais visitantes conheceram todo o funcionamento do zoológico, souberam porquê dos animais estão ali, como são tratados, o que comem e os cuidados médicos que recebem. Os visitantes conheceram as espécies que moram no zoológico e souberam como se portar frente a um animal silvestre, além de ficarem por dentro da rotina do local, isso tudo para que tenham consciência pela educação ambiental.

Última atualização: 5 de outubro de 2021 18:13.

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